Alquimia Revolta

16/01/2010

O Grande Númen do Coito Universal

Arquivado em: Poemas — Mob @ 18:33

E ele

renunciou ao númem

do seio farto e imortal

para com o peitoral peludo

de um macaco-homem

desposar em esferas

deformante do espelho

claro e definido o

desconhecimento afundado

em hedonísticos universos de lama e paz – e assim o que restou do herói….:

Clitóris-glande sepulcral

fluindo na torrente clamorosa

do cavalete da alma universal

transfigurada no prazer

em explosão de fluidos

arrepiantes, tecnologia

assombrosa metal alienante,

mente escandalosa sadomasoquista

liberada no gozo infinitesimal da cruz

deslumbrada, da cruz emaciada da

auréola de mama lactante

cavernosidades de perdição macia

no toque flácido e claudicante

liberação da pele na pele

atritando mucosamente alma

macho-fêmea, rebolando

na paz do coito intrigante

Deus drogado delirante em

busca da santíssima glande

embocada pela rubra

vadia dançante,

em elétrons fusionando o

coito interestelar

toda graça ruminando e o

Santo Espírito testosterona

em overdose erétil

contagem astronômica

ovúlos, gametas,

logos spermatikos,

a fecundar de instante

em instante a matéria

da realidade cambiante

perceptível em cores

arfantes e suarentas

na nascente vivente

da galante explosão culminante

Nas telas da mente e

da arte assombra o mistério

do coito universal,

clama-se pelo fim da

ditadura do gene evolutivo,

sexo astralmente concebido

com nenúfares, orquídeas, palavras-sons,

grandes lábios demiúrgicos

devassando a centelha divina taluda no meio da noite,

encabeçamentos e posturas, unyo mystica no cabaré da Alquimia Revolta,

gemido de Gaia e Sophia no ouvido do Filho em nome do Pai,embriaguez na grande Fraternidade Branca,

consumida em sorvos soluçantes as lágrimas do clímax

golfos e deltas endorfinando a religião do onanismo iluminado

e o berro bestial à noitinha escura da alma:

yin-yang, o meia nove da divindade com a alma pessoal:

eis o Caminho, a Verdade e a Vida,

quem tiver ouvidos e – algo mais para ouvir-, que ouça.

♣ ♣ ♣

Por KingMob (Rodrigo Lp.)

27/12/2009

Pescando

Arquivado em: Poemas — Mob @ 22:46

“Uma transmissão especial, fora das escrituras;
Sem depender de palavras ou letras;
Apontando diretamente à mente humana”.

-Bodhidarma

“Não existe Buda, nenhum caminho espiritual a seguir, nenhum aprendizado e nenhuma realização. O que você esta ardentemente buscando?”

-Lin Chi, 867

17/12/2009

Franco-Atirador

Arquivado em: Textos — Mob @ 15:03
Tags:

Segue o link para os posts do Franco-Atirador, do Lúcio Manfredi:

http://www.4shared.com/dir/25779517/c3f2fd60/sharing.html

Mob

08/12/2009

Jack: The Ego, pela Fy

Arquivado em: Textos — Mob @ 12:12

Quantas e mais quantas  conclusões conflitantes nos bastidores deste tão discutido making-off  da dissolução do tal do Ego:  à qualquer preço, qualquer divã e à qualquer fé !!!!

-  mesmo as mais afetadas, rebuscadas, … aquelas que pertencem aos   mais … privilegiados intelectualmente   >  não-ter-ego :   - simplesmente: –  não-ter-ego –  é  “essencialmente” : sofisticado e  urgente …

Todo Homem e toda Mulher eh uma estrela.

– Se voce ainda tem , ou não tem ; ou não sabe se tem …   > anyway :  it’s a completely   fuckedselfsituation , baby.

- But …  don’t give up !     :    >   no google existem bilhões de sugestões; desde a Opus Dei  até o ultimo lançamento  *delicioso* da Ego Facto : 50 ml por  59 € : Chez Marionnaud -  e voce com certeza vai encontrar a melhor forma  de esganar seu ego,  – à escolher:  > desde feng-shui , exorcismo , silícios , prosac e derivados , regimes , shoppings ,  despachos , sal grosso aromatizado ,  spas: – entre com ego e saia sem -    e mais trilhões  de técnicas infalíveis de meditação    – olha  só :

Faça um Fengshui em seu armário: e jogue o Ego fora. Excelente distração pra aquelas tardes chuvosas,  que o namorado tá longe e a TPM pertinho…

…. completamente feminino isto ;  – mas existem métodos masculinos, também:

Be Strrrong , Man!

Don’t lose this fight  with your ego !

Outras interpretações  caíram no obscuro  proselitismo  religioso, promovendo Jack : the Ego

ao status de pecado original

ou embolaram os outros 7ouseilámaisquantosmil , que são capitais e descapitais  e, entruncharam tuuuuudinho no Jack.

Aí então… -  o processo é punk mesmo: sem  passar pela morbidez  ritualística  da tortura, via crucificação…. do   “Jack” :  não te-re-mos salvação: ou seja: só nos resta a condição de  “meros-mortais” :  desiluminados ….  vitimados por nossa obscura e ínfima condição de humanóides.

- oh lord: so dark …  so dark  …

– Ah …  , mas é divertido , ou não é …  –   constatar ,  que   ”parecer”   original   é um cacoete  chatinho, chatinho .  -  …  até na velha bíblia, o tal do  pecado:  é o-ri-gi-nal.  sempre.

Bytheway…   : – for everyone:

IF  … you   believe in Life :

in normal Life :::

- Hey ,  stupid !    – save your self  !  you have an ego ! !!!  – Don’t you feel it ?

Pela Fy no delicioso Windmills:  http://windmillsbyfy.wordpress.com/

05/12/2009

Se anjo fosse

Arquivado em: Poemas em prosa — Mob @ 12:35

 

 

O que sustenta a alma no céu, esse pedaço de cádmio vociferando maldades enterradas, as dúvidas sobrevoando as hastes de grama como símbolos perdidos avariados em uma noite que deveria ser do barro e da terra.

Acendam-se as lâmpadas obscuras neste calabouço transitório medieval, a loucura de um ato em suspenso na eternidade ruim do possível seja dissipada.

 

 

Os pequenos seres egoístas não redimidos como duendes saltitantes no espaço outrora privado da mente alfinetam com os mini-tormentos cotidianos do sonhar acordado.

Mas algo impele a que se permita vozes às mais altas e sábias estrelas, em conluio astral com essas marquises que sustentam o dia e a noite,  sua voz soando mais humana que a humana voz do mistério…

 

 

 

Mas se anjo fosse ao te amar num primeiro olhar despetalaria as minhas brancas asas, num gesto de claro despimento em face da sua tenra carne de mulher e amante que ah! não encontrara milagre mais sincero em toda a miríade de céus e infernos impressos nos livros e povos de toda religião possível – e…. impossível.

Magoa, a tua voz magoa; mas mágoa de flor, mágoa de caule que suga a veia da úmida terra, não a mágoa humana que se fere intrusiva mas uma mágoa aprendida no folguedo com as orquídeas uma mágoa que se cobre porque se abre feito um arco-íris recitando a canção de paz aos quatro ventos.

 

              E não é nada tão terrível assim ver um sol adormecer entre braços cálidos à lareira de uma tarde quente que jaz infinita, junto com as fulminantes e desconhecidas potências do peito honroso:

Adormece, amigo sol – suspiro aos seus ouvidos – adormece que seu quinhão de brilho não se apaga, e a força inominada dos teus raios fulmina ainda o torvo inimigo e a pálida inveja;

adormece que teus adoradores pelo teu brio velarão incansáveis, e em seu cada corpo renascido baterá a luz da tua incansável vastidão.

 

 

 

 

 

E assim, ribombam neste cantar as infantes estrelas derramando o leite da boa-aventurança em um batismo de fervor por tudo quanto há de mais sagrado, este novelo intrincado de padrões, cerrações, de onde surge o mistério, solene e inigualável da comum união de tudo com tudo o mais.

 

Por Mob

Imagens daqui: http://www.northernlightsart.org/Quilts.html

 

 

02/12/2009

“Sem Assunto”, por Antonella Zara

Arquivado em: Textos — Mob @ 15:01
Tags: ,

Às vezes falta o assunto. E é bom que seja assim.

Falamos demais. Pensamos mais ainda. Discutimos sobre muitas coisas, sobre quase tudo, e não chegamos a lugar nenhum. Andamos pela vida gesticulando, fazendo, dizendo, achando, afirmando isso e aquilo… E onde estamos agora?

(mais…)

18/11/2009

Villa Romântico

Arquivado em: Vídeos — Mob @ 20:48

10/11/2009

Vento Invernal

Arquivado em: Poemas — Mob @ 19:27
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gueixa2
 
 
 
Nos teus olhares intrigantes
em anoiteceres originários
 vi o punho de algum deus e como o teu
ele era humano.
mas os horizontes inscritos
pelas suas peles e cheiros
na vinícola vindimada de minhas veias
me fizeram esquecer:
 que na noite de um mês frio
 em que as gueixas cantavam
incessantemente as flores
maduras de suas cerejeiras
eu havia nascido de um útero
anônimo e branco de neve
 jamais apalpado e nem derretido
sob os sóis ambivalentes
de algum bioma esquecido
pelo romper das eras.
E flui a aceitação deste violento
silêncio da titânica música
ressoando nas esferas,
varrendo consigo as utilidades
e os acarinhamentos solenes,
versos em que a solidão
se dissolve na pureza virginal do instante
jamais tocado, imaculável
onde não há face que busque em gesto decorado
outra face para se fazer valer
contra o suspiro invencível
deste vento invernal.
MOb

 

 

 

04/11/2009

A New Universe is Born

Arquivado em: Poemas — Mob @ 20:33

 

 

a_new_universe_is_born

 

 

 

03/11/2009

John Butler Trio – Ocean

Arquivado em: Vídeos — Mob @ 20:34

 

 

 

 

From me to you

by Fy.

17/10/2009

Severidade

Arquivado em: Poemas — Mob @ 22:04
de minha janela enquanto cozinho para as crianças,
em panelas de barro e metal,
vapores fazendo água escorrer pelo colo farto,
ouço a cadência da marcha constante e precisa,
as sandálias de couro gasto amarradas nos pés dos sujos guerreiros,
seus escudos de ferro estampados com a águia de grito lancinante,
a tensão de uma indefinição entre vida e morte,
como se um orgasmo súbito de terror e salvação
estivesse a ponto de irromper
junto com o estraçalhar de osso, pele e veia.
O céu  incha-se de uma vermelhidão final,
odores coléricos de um tabaco excitante vibram num ar
que haurido de supetão pelas fêmeas,
traz um cio súbito , acalorado.
Pernas e coxas e flores tremem sôfregas e impotentes,
para sempre.
Os estandartes erguem-se solenes e tristes
enquanto a infantaria atravessa o vilarejo.
Tambores outrora líricos rugem dissonantes cantando
a saudade sofrida e desesperançosa
dos que desembainham com lágrimas as espadas,
numa corrida furiosa de encontro ao Armagedão,
rumo ao combate derradeiro contra o Deus de seus corações.

 

 

De minha janela enquanto cozinho para as crianças,

em panelas de barro e metal,

vapores fazendo água escorrer pelo colo farto,

ouço a cadência da marcha constante e precisa,

aries

as sandálias de couro gasto amarradas nos pés dos sujos guerreiros,

seus escudos de ferro estampados com a águia de grito lancinante,

a tensão de uma indefinição entre vida e morte,

como se um orgasmo súbito de terror e salvação

estivesse a ponto de irromper

junto com o estraçalhar de osso, pele e veia.

.

 

O céu  incha-se de uma vermelhidão final,

odores coléricos de um tabaco excitante vibram num ar

que haurido de supetão pelas fêmeas,

traz um cio súbito , acalorado.

Pernas e coxas e flores tremem sôfregas e impotentes,

para sempre.

 .

Os estandartes erguem-se solenes e tristes

enquanto a infantaria atravessa o vilarejo.

Tambores outrora líricos rugem dissonantes cantando

a saudade sofrida e desesperançosa

dos que desembainham com lágrimas as espadas,

numa corrida furiosa de encontro ao Armagedão,

rumo ao combate derradeiro contra o Deus de seus corações.

 

Mob

 

 

06/10/2009

Mulatu Astatke – My Gubel

Arquivado em: Uncategorized — Mob @ 02:49

 

 

 

 

 

12/09/2009

Por baixo da cama

Arquivado em: Poemas — Mob @ 21:34
Tags:

 

 

Renasceu há pouco

o homem.

Transgredido a dois

no caule tenro

da ternura.

 Renasceu moleque

sorriso e caramelo

todo enfeitado de

arranhão e lama

no joelho da pelada.

 E  destino é coisa de rua,

de mesma rua:

vizinhos de alma-

pulando corda,

amarelinha: menina

pequena, vestido estampado.

Renasceu amor,

peão e pipoca,

selinho roubado

por baixo da cama.

Mob

 

 

29/08/2009

Machine Gun

Arquivado em: Vídeos — Mob @ 00:09
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26/07/2009

Nos jardins suspensos dos seus olhos violetas

Arquivado em: Poemas — Mob @ 18:45
Tags: , , ,

 

 

Para a mulher com a flor azul.

 

Nos jardins suspensos dos seus olhos violetas

nascente de águias de sabedoria do alto de um inverno a renascer claridade

ramos quebradiços aflorando do púbis campestre

com a queimada de fogueiras secretas

brande-se um eco ancestral e o tambor

planta sonho instantâneo na nossa visão e voz de transe multicor

ressurgidos do vento inumano das eras

nossos antepassados de osso e armas

rechaçam os sombrios lares onde

a aurora sob o implacável jugo da clareza

define mar, ofício e vida

e na canção de roda de cada anjo na sombra mendicante

a rodar flutuanndo sobre crânios infantis de

loucas crianças (a urrar em vivas, sóis e luas)

há uma suave sedução de flores e risos

a inocentar o texto e sonho das torpezas

que lhes acrescentara o tormento de falso capuz

e é no escuro da alma no colo das fadas translúcidas

que enfim as asas gloriosas da ternura abissal

ensaiam seu passo majestoso em direção do insondável mergulho

ao centro quente de vitalidade fervente

do branco corcel cujos olhos são

duas ocas e espelhadas pérolas negras.

 

 

 

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